sábado, 28 de febrero de 2009

ROMANCE VINTE E ZINCO - MIA COUTO



Após ler o romance “Vinte e zinco” do escritor moçambicano Mia Couto, responda às seguintes perguntas:

1. Mencione os nomes das personagens do romance.
R: Lourenço de Castro, Dona Margarida, Irene, Jessumina, Andaré Tchuvisco, Joaquim de Castro, Padre Ramos, Médico Peixoto, administrador Marques, Agente Diamantino, Chico Soco-Soco, Marcelino, Dona Graça, Custódio Juma.

2. Qual é o ritual que a D. Margarida faz empre que o Lourenço chega?
R: Ela está na entrada da casa á esperar seu filho e cobre as costas dele con um casaquinho, feito por suas maõs. Também põe-lhe um pano limpo para dormir.

3. Quais as partes do cavalinho de Madeira que o Lourenço toca? Coloque o nome dessas partes no seguinte desenho:


4. Como cham a Irene à Margarida, isto é qual é o apelido dela?
R: Guida.

5. Quando a Irene foi para África e por que?
R: Irene foi para África depois que seu cunhado Joaquim morrera e para acompanhar a sua irmã na dor de ser viúva, além de que Margarida lhe reclama esse dever familiar.

6. Quem era Joaquim de Castro?R: Oficial da PIDE, marido de Dona Margarida e pai de Lourenço.

7. Preencha a seguinte árvore genealógica do Lourenço:
R: Tia: Irene
Mãe: Dona Margarida
Pai: Joaquim de Castro

8. Por que diziam que a Irene envergonhava a família?
R: Porque misturava-se com a gente local, que sua família desprezava por sua cor de pele; convivia com eles como iguais quando ela era de uma melhor classe, era branca. Ademais comportava-se como se tivesse perdido a razão e cria na feitiçaria.

9. Como morreu o pai do Lourenço?
R: Desde um helicóptero caiu ao mar porque uns presos, a quem ia matar lançando-os ao oceano, o enredaron com suas pernas e o arrastraro com eles ao vazio.

10. Por que Lourenço não suporta ventoinha?
R: Porque recordava-lhe o som das hélices do helicóptero de onde caiu seu pai, pois ele foi testemunha de sua morte.

11. O que trazia Irene no frasquinho e para que o queria?
R: O frasquinho tinha água na que, segundo Jessumina, os buitres se lavavam os olhos e ajudava a ter visão. Com esse água queria lavar os olhos de seu amigo cego Tchuvisco.

12. Pesquise na internet em que região de Moçambique ficam os lugares mencionados: Pebane, Moebase e os Lagos Nkuline e marque no mapa a sua localização. Adicionalmente indique o nome de cada região e a capital:
R: Pebane e Moebase encontram-se en Zambezia.


Nome da região - Capital da região
1 Niassa - Lichinga
2 Cabo Delgado - Pemba
3 Nampula - Nampula
4 Tete - Tete
5 Zambezia - Quelimane
6 Manica - Chimoio
7 Sofala - Beira
8 Gaza - Xai-Xai
9 Inhambane - Inhambane
10 Maputo - Maputo



Info: http://www.lib.utexas.edu/maps/mozambique.html

13. Qual era a relação de Irene com Marcelino?
R: Eran namorados e foi Marcelino (que era mulato) quem meteu Irene nas politicas da Revoluçao.

14. Com quem vivia Marcelino e onde?
R: Marcelino vivia com sua mãe em casa de seu tio Custódio.

15. Qual era a profissão do Marcelino?
R: Era mecánico.

16. Como você traduziria a expressão “são ossos do orificio” em espanhol?
R: Son gajes del oficio.

17. Por que D. Margarida visitou Jessumina? O que a Jessumina recomendou a D. Margarida fazer? Que pedido lhe fez Jessumina a Margarida?
R: Margarida visitou Jessumina para que lhe dissesse que passava em sua casa, pois tinha muito medo. Queria paz pois não aguentava mais essa situação. Jessumina recomendou a Dona Margarida fazer 3 coisas:
a) Era preciso despedirem-se do Joaquim Castro para trancar aquela ausencia.
b) Devia sair, viajar para a sua terra.
c) Nunca mais poner os panos do Lourenço a secar no jardim, pois alguém usaba aquilo contra seu filho.
Jessumina pidou Dona Margarida contasse-le como era a sua terra portuguêsa.

18. Por que você acha que D. Margarida se sentiu melhor depois de falar com a Jessumina?
R: Eu acho que encontrou alívio de poder falar, já que sempre estava sozinha porque seu filho trabalhava e sua irmã tinha perdido a razão. Acho que sentia-se feliz, como liberada pois ao falar com Jessumina parecia que tivesse encontrado uma revelação de vida, como se abrisse os olhos ante sua realidade. Também porque tinha soluções a seus problemas.

19. Por que o doutor Peixoto foi à casa do Lourenço? Que notícia deu o médico a Lourenço? Qual foi a reação de D. Margarida?
R: O Doutor Peixoto foi à casa dos Castros porque a tía Irene estava grávida.
O médico disse-lhe a Lourenço que teve um golpe de Estado em Lisboa e que tinha caído o regime. A reação de Dona Margarida foi de felicidade porque sem nada que obrigasse a seu filho a ficar aí, poderiam regressar a seu país. Ademais que com a queda do regime se acabava também o ciclo de penúrias que tinham passado em África.

20. Por que o Lourenço quer matar o Tchuvisco?
R: Porque pensa que foi ele quem deixou grávida a sua tia Irene

21. Quantas e quais são as histórias relacionadas com a cegueira do Tchuvisco? Qual é a verdadeira?
R: São 4:
a) Uma serpente mordeu-o recém nascido e seu veneno deixou-o cego imediatamente
b) Quando a morte visita o Tchuvisco no ventre materno para lhe dizer que ia morrer; o canto de sua mãe impediu que morresse por completo, mas a morte o deixa cego.
c) Enfermó da vista quando era pintor da prisão.
d) Joaquim de Castro o cegó com seiva da árvore do mukuni porque Tchuvisco descobriu-o abusando sexualmente dos presos pretos.
Não fica claro qual das últimas duas possa ser verdadeira, já que Tchuvisco aceita ter mentido ao dizer que estava completamente cego e que foi Joaquim o responsável de sua cegueira. O único que sim é um facto é que só via sombras.

22. Dê a sua opinião sobre este romance.
R: É uma romance pequena mas que tem todos os ingredietes para manter ao leitor interessado. Gostei muito por seu originalidade e porque retrata de um momento histórico na vida de Moçambique que convida a conhecer mais de seu passado, de seus costumes e cultura. O autor consegue captar a esencia da cada personagem em poucas palavras, consegui que fizesse uma fotografia da cada um deles. Minha personagem favorita é Irene, porque é o ponto médio entre os pólos: Lourenço e os habitantes locais. Ainda que seja ficção, plasma a ideia de como foi a vida dos portugueses nesta colónia bem como a vida dos naturais africanos que vêem enfrentadas suas crenças com a imposición do poderoso conquistador.
Gosto do estilo de Couto e acho que não será o único livro que leia deste autor.

viernes, 20 de febrero de 2009

¿Macho de Respeito o Metrossexual?






Sempre é agradável para min ver a um homem asseado, bem vestido (não me refiro à roupa de marca), que cheire bem. Dão vontades de estar perto, de procurar contato - isto é - atrai.
Lembrança que dantes de que existisse o termo metrosexual, um homem não demonstrava com tanta facilidade seu amor por si mesmo, sua vaidade. Isso significava não ser tão macho e, portanto, podia perder o respeito. Claro, sempre gostei de um homem que cheirasse bem, com as unhas das mãos cortadas, penteado. Mas no dia que saí com um garoto que trazia manicura mais perfeito do que o meu me desconcertei. Que estava a acontecer? Imediatamente, escondi as mãos pois senti vergonha que ele estivesse mais arranjado que eu. Comecei a observá-lo com mais detenimiento e dei-me conta de que era mais vaidoso do que eu, que sou mulher. Este choque fez-me perguntar-me se não era o suficientemente vaidosa e se estava descuidando minha imagem.
Depois compreendi, como diz o artigo, que a vaidade como atributo estava exclusivamente reservada a nós as mulheres, e que se um homem se mostrava preocupado por sua imagem era um homossexual sem dúvida. Grave erro.

Agora com a grande publicidade dos meios e dos avanços científicos e somado às grandes personalidades internacionais que demonstram a vaidade abertamente deles, é muito válido que os homens queiram ver-se e sentir formosos. E na realidade, acho que são mulheres a quem mais trabalho custa aceitar que existam homens que se procuram mais que nós, que cuidem mais o corpo e saúde deles.

Penso que é maravilhoso que os homens possam compartilhar com nós o prazer de um bom facial, um masagem e também ir de compras, não só por roupa de moda mas também por cremas faciais e demais produtos cosméticos disponíveis no mercado.


As mulheres sabemos o efeito que tem se sentir bonitas para nossa autoestima, é muito válido que os varões encontrem na cirurgia, tratamentos de beleza e demais tecnologias a possibilidade de se sentir melhor. Se ser metrosexual permite que os homens se sentam mais seguros de se mesmos e que sejam mais felizes, me parece muito bem que a masculinidad não esteja brigada com o bem-estar físico e mental.
Seria interessante que para o próximo aniversário de meu namorado, em vez de lhe comprar uns boletos para uma carreira de carros ou um partido de futebol, lhe presenteasse todo um pacote de cremas antiedade... estou segura que gostaria deles.

jueves, 19 de febrero de 2009

Recife: Metrópole Brasileira



Recife é uma metrópole com mais de um milhão de habitantes, onde se encontram pessoas do nordeste e do interior do Estado de Pernambuco. Esta região tem uma grande importância pois apresenta contrastes sociais interessantes, produto de sua história.
Durante o século XVI caracterizou-se por ser um povoado de pescadores, marinheiros e comerciantes, devido a sua localização geográfica e com acesso ao mar. Até a actualidade, conhece-se-lhe como uma cidade portuária.
Precisamente, por tratar-se de um porto estratégico, a história de Recife é tão destacada: era lugar de chegada e partida, tanto de colonizadores, como de escravos e mercadorias. E é este intercâmbio de pessoas, ideias e culturas o que lhe dá à capital pernambucana suas qualidades.
Gilvan Barreto, que é fotógrafo, explica como chegam os colonizadores a fincar a cidade, depois de muitas batalhas. Mostra de seu passado são as velhas construções que se mantêm em pé. Considera à cidade com grande acervo cultural.

Ao início do século XVI, com o crescimento do comércio português também cresceu a ambição de outras nações européias. Por isso, em 1526 se cria o primeiro núcleo de ocupação permanente para exercer um maior controle no território, criando assim um porto comercial fortificado.
Seis anos depois, o rei Joao III decide dividir o território brasileiro em 15 capitanías hereditarias, que eram entregadas a proprietários particulares que exploravam por conta própria. Foi assim que a capitanía de Pernambuco, em mãos de Duarte Coelho, se converteu num porto estratégico para a coroa portuguesa devido às plantações de cana de açúcar.

O historiador Antonio Paulo Resende argumenta que nos primeiros anos foram de crescimento, enriquecimento da cidade, ainda que também entrada de estrangeiros e de invasores. Sua qualidade principal é que seu desenvolvimento se levou a cabo entre o canal e o mar.
Para os primeiros anos do século XVII, Pernambuco era a capitanía mais lucrativa, bem como a maior produtora de açúcar no mundo, sendo esta mercadoria a que acordou o interesse no estrangeiro.
Os holandeses invadem Recife e ocupam o território de 1630 a 1654, período no qual a produção azucarera cresceu, em especial durante a administração do Conde Mauricio de Nassau, ao mesmo tempo em que teve auge na urbanización. É pelo labor desta personagem, que se lhe conhecia como a cidade de Mauricio.

A arquitectura de Recife mostra as diferentes percepciones que tinham tanto portugueses como holandeses: enquanto os primeiros construíram e a colina de Olinda, os segundos procuraram ocupar a região próxima ao porto, em onde aplicaram seus conhecimentos em construção de canais e pontes.
Anos depois, os holandeses chegam às Antillas, levando consigo o método português de funcionamento dos ingenios de açúcar, abrindo assim a produção mundial do denominado ouro branco. À entrada do século XVIII, após mais de 100 anos de dominar o mercado, decae de maneira importante a produção de açúcar de Pernambuco, deixando de ser o principal negócio da zona.
Foi assim que os comerciantes portugueses procuraram se apropriar do espaço económico, dando lugar a uma época de importantes revoltas sociais. Uma das mais destacadas foi a Guerra duas Mascates (1710) que procurava a autonomia de Recife; a Batalha duas Guarapes, que foi contra os holandeses.

Mas foi a inícios do século XIX que se dão dois acontecimentos importantes na história de Recife: a revolução Pernambucana, que reivindicava a independência com relação à coroa portuguesa, e a Confederación de Equador, que se dá após a declaração de independência de Brasil e lutava contra o autoritarismo do governo de Dom Pedro I.
Recife viu nascer personagens importantes na história brasileira: Frei Caneca, que era um sacerdote da ordem carmelita que participou na Confederación, que foi condenado a morte e fuzilado publicamente. Já se viam os ideais da democracia e a forte influência da Revolução Francesa.

Como todo o território brasileiro, Recife era marcada pelo esclavismo. A população escrava era maior que aquela de homens livres, sendo trabalhadores nos portos. A escravatura urbana fomentava com força as diferenças entre a população.

Para a segunda metade do século XIX, Recife já era a terceira cidade mais importante de Brasil, com uma população de 50 mil habitantes aprox. mesma que se sustentava da agroindustria de açúcar, do sector de serviços e a exportação de algodón ao mercado europeu.
Durante este período diminui a população escrava e há uma modernização nos serviços: inauguram-se as vias férreas, o telégrafo e a telefonia manual. É uma cidade de muitos atractivos, bem como berço de grandes personalidades da cultura e história da região, como Gilberto Freyre, o geógrafo Josué de Castro, Joaquim Nabuco e Joao Cabral de Melo Neto.
Mas também tem sua parte pouco amável: a gente que vive às margens do rio viu afectada sua forma de sustento devido à degradación ambiental, mesma que os obriga a emigrar a outros lugares onde possam viver mais dignamente.
Está claro que existe uma forte relação entre sua história e o acontecer diário em Recife, sua riqueza cultural dá conta disso e mostra a fusão entre o tradicional e o moderno na cada um de seus rincões.

miércoles, 18 de febrero de 2009

Apresentação

É a primeira vez que escrevo um blog, pelo que será uma nova experiência para minha, mais ainda se o faço em português.
Me chamo Rosanna, tenho trinta e dois anos e sou mexicana. Eu sou profissional em Publicidade e estudo o Mestrado em Estudos Latinoamericanos na Facultade em Filosofía e Letras na UNAM. Pode soar estranha a combinação de publicidade e estudos latinoamericanos, mas descobri um caminho interessante no que respecta à comuicación política em América Latina, e por isso quero fazer maior investigação neste campo.
Em meu tempo livre gosto de ir ao cinema, ver filmes em casa. Também gosto muito ler, não só a respeito de de meu tema de investigação (que é a Venezuela de Hugo Chávez), senão de outro tipo de leituras, como romances históricas, filosofia e também de ficção.
Sou uma pessoa tranquila, não vou muito a festas, ainda que quando saio a me divertir o faço para valer. Costumo sair com amigas e amigos a comer, tomar café, umas cervejas e platicar. Pelo momento não faço desporto, ainda que é um propósito para este ano começar uma rutina para me sentir melhor de saúde e me ver melhor.
Gosto muito escutar de música electrónica, com combinações asiáticas, um bom exemplo é a colecção de Buddha Bar (muito recomendable), bem como hip-hop e R&B, ainda que considero ser uma pessoa que gosta da música de todo tipo.
Não sou das que detestam, se me faz um sentimento muito forte... posso dizer que não suporto a hipocrisia nem a mentira. Sou muito leal e sincera com meus amigos e espero o mesmo deles, ainda que me levei algumas surpresas. Bom, ninguém é perfeito.
Mais não por isso me fecho a conhecer gente nova, com diferentes ideias e culturas. gosto muito do intercâmbio de formas de ver a vida. Acho que isso é uma das coisas que mais gosto de meu mestrado: que tenho colegas de diferentes países e os conhecer foi interessante para minha formação pessoal e profissional.
Alguns de meus colegas são brasileiros e me ajudam a praticar português, ainda que não consigo sustentar uma conversa fluída como quisesse, conquanto entendo a maior parte das conversas. E estudo português porque é uma língua que gosto muito desde faz de tempo, e sei que é uma ferramenta útil para minha formação académica.