
Após ler o romance “Vinte e zinco” do escritor moçambicano Mia Couto, responda às seguintes perguntas:
1. Mencione os nomes das personagens do romance.
R: Lourenço de Castro, Dona Margarida, Irene, Jessumina, Andaré Tchuvisco, Joaquim de Castro, Padre Ramos, Médico Peixoto, administrador Marques, Agente Diamantino, Chico Soco-Soco, Marcelino, Dona Graça, Custódio Juma.
2. Qual é o ritual que a D. Margarida faz empre que o Lourenço chega?
R: Ela está na entrada da casa á esperar seu filho e cobre as costas dele con um casaquinho, feito por suas maõs. Também põe-lhe um pano limpo para dormir.
3. Quais as partes do cavalinho de Madeira que o Lourenço toca? Coloque o nome dessas partes no seguinte desenho:

4. Como cham a Irene à Margarida, isto é qual é o apelido dela?
R: Guida.
5. Quando a Irene foi para África e por que?
R: Irene foi para África depois que seu cunhado Joaquim morrera e para acompanhar a sua irmã na dor de ser viúva, além de que Margarida lhe reclama esse dever familiar.
6. Quem era Joaquim de Castro?R: Oficial da PIDE, marido de Dona Margarida e pai de Lourenço.
7. Preencha a seguinte árvore genealógica do Lourenço:
R: Tia: Irene
Mãe: Dona Margarida
Pai: Joaquim de Castro
8. Por que diziam que a Irene envergonhava a família?
R: Porque misturava-se com a gente local, que sua família desprezava por sua cor de pele; convivia com eles como iguais quando ela era de uma melhor classe, era branca. Ademais comportava-se como se tivesse perdido a razão e cria na feitiçaria.
9. Como morreu o pai do Lourenço?
R: Desde um helicóptero caiu ao mar porque uns presos, a quem ia matar lançando-os ao oceano, o enredaron com suas pernas e o arrastraro com eles ao vazio.
10. Por que Lourenço não suporta ventoinha?
R: Porque recordava-lhe o som das hélices do helicóptero de onde caiu seu pai, pois ele foi testemunha de sua morte.
11. O que trazia Irene no frasquinho e para que o queria?
R: O frasquinho tinha água na que, segundo Jessumina, os buitres se lavavam os olhos e ajudava a ter visão. Com esse água queria lavar os olhos de seu amigo cego Tchuvisco.
12. Pesquise na internet em que região de Moçambique ficam os lugares mencionados: Pebane, Moebase e os Lagos Nkuline e marque no mapa a sua localização. Adicionalmente indique o nome de cada região e a capital:
R: Pebane e Moebase encontram-se en Zambezia.

Nome da região - Capital da região
1 Niassa - Lichinga
2 Cabo Delgado - Pemba
3 Nampula - Nampula
4 Tete - Tete
5 Zambezia - Quelimane
6 Manica - Chimoio
7 Sofala - Beira
8 Gaza - Xai-Xai
9 Inhambane - Inhambane
10 Maputo - Maputo
Info: http://www.lib.utexas.edu/maps/mozambique.html
13. Qual era a relação de Irene com Marcelino?
R: Eran namorados e foi Marcelino (que era mulato) quem meteu Irene nas politicas da Revoluçao.
14. Com quem vivia Marcelino e onde?
R: Marcelino vivia com sua mãe em casa de seu tio Custódio.
15. Qual era a profissão do Marcelino?
R: Era mecánico.
16. Como você traduziria a expressão “são ossos do orificio” em espanhol?
R: Son gajes del oficio.
17. Por que D. Margarida visitou Jessumina? O que a Jessumina recomendou a D. Margarida fazer? Que pedido lhe fez Jessumina a Margarida?
R: Margarida visitou Jessumina para que lhe dissesse que passava em sua casa, pois tinha muito medo. Queria paz pois não aguentava mais essa situação. Jessumina recomendou a Dona Margarida fazer 3 coisas:
a) Era preciso despedirem-se do Joaquim Castro para trancar aquela ausencia.
b) Devia sair, viajar para a sua terra.
c) Nunca mais poner os panos do Lourenço a secar no jardim, pois alguém usaba aquilo contra seu filho.
Jessumina pidou Dona Margarida contasse-le como era a sua terra portuguêsa.
18. Por que você acha que D. Margarida se sentiu melhor depois de falar com a Jessumina?
R: Eu acho que encontrou alívio de poder falar, já que sempre estava sozinha porque seu filho trabalhava e sua irmã tinha perdido a razão. Acho que sentia-se feliz, como liberada pois ao falar com Jessumina parecia que tivesse encontrado uma revelação de vida, como se abrisse os olhos ante sua realidade. Também porque tinha soluções a seus problemas.
19. Por que o doutor Peixoto foi à casa do Lourenço? Que notícia deu o médico a Lourenço? Qual foi a reação de D. Margarida?
R: O Doutor Peixoto foi à casa dos Castros porque a tía Irene estava grávida.
O médico disse-lhe a Lourenço que teve um golpe de Estado em Lisboa e que tinha caído o regime. A reação de Dona Margarida foi de felicidade porque sem nada que obrigasse a seu filho a ficar aí, poderiam regressar a seu país. Ademais que com a queda do regime se acabava também o ciclo de penúrias que tinham passado em África.
20. Por que o Lourenço quer matar o Tchuvisco?
R: Porque pensa que foi ele quem deixou grávida a sua tia Irene
21. Quantas e quais são as histórias relacionadas com a cegueira do Tchuvisco? Qual é a verdadeira?
R: São 4:
a) Uma serpente mordeu-o recém nascido e seu veneno deixou-o cego imediatamente
b) Quando a morte visita o Tchuvisco no ventre materno para lhe dizer que ia morrer; o canto de sua mãe impediu que morresse por completo, mas a morte o deixa cego.
c) Enfermó da vista quando era pintor da prisão.
d) Joaquim de Castro o cegó com seiva da árvore do mukuni porque Tchuvisco descobriu-o abusando sexualmente dos presos pretos.
Não fica claro qual das últimas duas possa ser verdadeira, já que Tchuvisco aceita ter mentido ao dizer que estava completamente cego e que foi Joaquim o responsável de sua cegueira. O único que sim é um facto é que só via sombras.
22. Dê a sua opinião sobre este romance.
R: É uma romance pequena mas que tem todos os ingredietes para manter ao leitor interessado. Gostei muito por seu originalidade e porque retrata de um momento histórico na vida de Moçambique que convida a conhecer mais de seu passado, de seus costumes e cultura. O autor consegue captar a esencia da cada personagem em poucas palavras, consegui que fizesse uma fotografia da cada um deles. Minha personagem favorita é Irene, porque é o ponto médio entre os pólos: Lourenço e os habitantes locais. Ainda que seja ficção, plasma a ideia de como foi a vida dos portugueses nesta colónia bem como a vida dos naturais africanos que vêem enfrentadas suas crenças com a imposición do poderoso conquistador.
Gosto do estilo de Couto e acho que não será o único livro que leia deste autor.










