viernes, 20 de marzo de 2009

JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS



1.Onde nasceu Machado de Assis?
R: Nasceu no Antigo Morro do Livramento, Río de Janeiro o 21 de junho de 1839.

2. Como foi sua infancia?
R: Foi órfão a temporã idade, pelo que passou dificuldades económicas. Sua família tinha sido dependente da Família Barroso.

3. Qual foi seu primeiro trabalho?
R: Tipógrafo

4. Quem é a pessoa que conheceu nesse primeiro trabalho e por que foi importante na sua vida?
R: A Francisco de Paula Britto, e por intermedio dele é que conhece a vários escritores e consegue publicar seu primeiro poema em 1855.

5. No tempo que ele trabalhou no Ministério da Agricultura quais eram suas responsabilidades? Como influenciou na sua forma de escrever?
R: Eram 2:
a) Tinha que cuidar de acompanhar a aplicação da lei do 28 de setembro de 1871, a chamada lei de ventre livre.
b) A questão das terras.
Machado de Assis entablaba batalhas quotidianas que perdia constantemente; e isso lhe deu uma visão especial da classe agrária, mesma que plasmó em sua obra.

6. No vídeo mencionam-se duas fases bem demarcadas como escritor. Dê as caraterísticas importantes de ambas as fases.
R: a) A primeira fase distingue-se porque suas romances são consideradas convencionais, por conter as características mais gerais da novela do século XIX, como o abordaje do contexto social: a questão da injustiça e ascensão social. Esta fase tem uma visão edificante de quem quer colaborar para ilustrar a sociedade, para aumentar sua brilho e voltá-la mais civilizada.Por seus problemas de epilepsia retira-se, o qual parece lhe dar uma maturidade espiritual da qual se derivam suas obras “Papéis Avulsos” e “Memórias Posthumas de Braz Cubas”, esta última a obra mais importante da literatura brasileira.
b) A segunda fase distingue-se por sua visão pessimista do ambiente bárbaro e que a sociedade não tem remédio.

7. Quais são os dois romances muito importantes na sua obra que são mencionados? Qual é o enredo destes romances?
"Memórias Posthumas de Braz Cubas”: o narrador é um proprietário ao modo dos brasileiros do século XIX (esclavista) e centre de vastas parentelas. É um difunto- autor que escreve após morrer. Bráz Cubas nasce numa família acomodada, sua educação determinada pela influência do esclavismo. Quando cresce, gasta sua fortuna com uma garota da vida fácil e quando vai estudar à universidade não o faz do tudo. Regressa a Brasil e tem um amorío adúltero. Sua relação amorosa se desgasta; trata de ser político, jornalista e filósofo, acaba fazendo beneficiencia e morre. É uma vida na que nenhum projecto se realiza, o final não é perseguido com energia, é uma história arbitrária e caprichosa pelas características da vida esclavista, clientelista e que dispensa por completo de trabalhar. O narrador fala de diversas questões, desde a génesis até o fim do mundo, de temas novos e remotos.

“Dom Casmurro” – uma romance em onde Macahdo de Assis volta a utilizar as elites brasileiras na prosa culta de Dom Casmurro, um senhor solitário que está apaixonado de uma garota morena que se chama Capitu. Dom Casmurro conta sua história de amor adolescente e que se casa com uma mulher que o engana, tendo um filho do melhor amigo dele. Ele saca à mulher de sua casa e a exilia em Suiça, nunca mais volta a ver ao menino. É uma obra que termina em drama, pois o protagonista vive no dilema de se sua mulher Capitu o traiu ou não com seu melhor amigo. É um narrador parcial que nos leva aos leitores para a traição da mulher. O narrador é um viúvo, é uma espécie de figura ideal das elites. É a temática da fidelidade e da traição, apresentando a um homem elegante que pôde ser arbitrário com sua mulher e por isso a fez infeliz.

"Não se ama duas vezes a mesma mulher."
- "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881), capítulo XLIV

"Há coisas que só se aprendem tarde; é mister nascer com elas para fazê-las cedo. E melhor é naturalmente cedo que artificialmente tarde."
- "Dom Casmurro" (1899), Capítulo XV

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