R: Me lembro que desde pequena sempre gostei de ler todo o que chegava a minhas mãos. Me lembro muito especialmente uma colecção de livros com contos de todos os países, que se chamava Meu Livro Encantado. Ainda os tenho, e em ocasiões os abro para recordar minha infância. Tinha um tomo em especial que gostava muito, que era o de De Mito E Lenda, que tem contos como Pinocho, Aladino, Alí Baba e os Quarenta Ladrões e muitos mais, onde seres extraordinários me faziam imaginar mundos diversos e longínquos.2. Como você se sentiu a primeira vez que você leu na escola?
R: Exactamente da primeira vez não me lembro, mas o que sim me lembro é que sempre gostava quando da maestra me pedia ler em voz alta. Sempre que deixavam alguma tarefa de ler era o primeiro que fazia e desfrutava muito o fazer.
3. Comente sobre sua experiência mais recente de leitura.
R: Recentemente, tenho estado lendo vários livros ao mesmo tempo: um deles se chama "O Sentido e o método. Sociologia da cultura e análise de conteúdo", onde se analisam textos a partir da busca de categorias gerais para encontrar informação para além do que dizem os textos. Também tenho estado lendo a respeito de sociologia da acção colectiva, em onde encontrei material interessante para meu projecto de investigação da maestría. E, finalmente, outro livro que se chama "A utopia da comunicação", que é uma crítica profunda aos processos comunicativos que se dão na aldeia global.
4. Quais foram as pessoas associadas com as suas primeiras experiências de leitura?
R: Definitivamente, minha avó foi quem ensinou-me o gosto pela leitura desde pequena. Quando ia a sua casa via os livros e começava aos revisar, inclusive li a romance "Tubarão" a escondidas, esse foi meu primeiro livro a os nove anos. Também recordo uma maestra de Literatura na secundária que deixava muito bons livros, como "Sandokan e os Tigres da Malásia", de Emilio Salgari.5. Por que são importantes essas pessoas nas suas primeiras experiências de leitura?
R: A minha avó sempre gostou muito novelas de suspenso e acho que dela aprendi em meus primeiros anos a desfrutar da leitura. Foi um bom exemplo porque nunca me foi difícil terminar um livro, quando começo o termino. Até agora, compartilhamos os livros e platicamos a respeito deles, se gostámos ou não. E daquela maestra, que não recordo o nome, me lembro porque dizia que a leitura te transporta a outros mundos e épocas, com a possibilidade infinita que nos dá a imaginação de evocar na mente cenas para além do real. Gostava de sua classe, tanto que passaram quase 20 anos e ainda o recordo.
6. Qual é o papel que você confere à leitura em sua vida cotidiana?
R: É o que mais desfruto fazer em meus tempos livres, já que é uma forma de me afastar do quotidiano e me submergir em dimensões diferentes, que me permitem sensações e emoções diferentes. Sou muito sonhadora e encanta-me fantasear, como também adoro conhecer sobre a história - meus romances favoritas são as históricas. São um vício.
7. Quem é essa pessoa que lhe ajudou a conferir a função, referida na pergunta anterior, à leitura?
R: Eu acho que foi mas bem pelo gosto pessoal e o goze do fazer. Sim influiu que em minha casa sempre minha mãe e minha avó tinham um livro a um lado de sua cama, mas estou convecida que foi meu gosto por saber mais o que me levou a ler. Hoje sou quem mais livros lê em minha família.
8. Esse papel é o mesmo ou tem mudado com o tempo?
R: Acho que sim mudou, pois agora sou eu quem anima a meus familiares a ler mais, pois compro livros para compartilos com eles, mas em especial, como disse dantes, com minha avó.
9. Quando você leu por primeira vez em língua estrangeira foi fácil?
R: Penso que deveu o ser, pois minha primeira aproximação com uma língua diferente ao espanhol foi o italiano, por meu pai. Me lembro que aprendi ouvindo música e lendo comics em italiano (fumetti) e ainda conservo alguns. Quiçá foi natural em mim porque se falava em casa - meu pai não falava espanhol. 10. Descreva como você se sentiu nesse momento.
R: Também não recordo-o com clareza porque foi faz muitos anos, mas sim sei que a cada vez que leio algo que se encontra em outro idioma que não é o espanhol, é como abrir uma porta enorme para receber informação de pessoas que têm a mesma inquietude que eu, mas com uma diferente forma de se comunicar. Conhecer idiomas abre possibilidades maiores a um melhor entendimento do mundo, ademais que dá alternativas de conhecimento maiores, sendo o intercâmbio cultural de uma grande importância para mim.
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